1. Penitência
Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa!!
Abandonei o blog e deixei de reponder diversas mensagens que me mandaram.
Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa!!
2. Promessa cumprida
Várias pessoas ficaram curiosas para ver como ficou a bolsa depois de feltrada. Ela continua enorme assim mesmo. A benificiária, a minha mãe, ainda não coragem de usá-la. A desculpa que é não tem fecho mas acho que o tamanho da coisa não foi muito apreciada. Fazer o quê??
3. Das agulhas
Apesar do abandono do blog, não dei folga às agulhas, ainda que com menos intensidade que nos primeiros meses desse ano.
1. O retorno da gorromania
Tenho certeza que a peça que mais curto fazer são gorros. São rápidos e indolores. Nesses últimos tempos, dois foram produzidos em um outro foi abortado. Tentei fazer o "turn a square" mas o resultado foi a mistura de deus-me-livre com cruz-credo.... Deu tudo errado, a cada volta ele ia ficando mais esquisito. E como sou um tricoteiro com brios, desmachei!
Em tempo, continuo sem ter o meu próprio gorro.
2. Quase um matador de vampiros
Van Helsing encostou em mim!! Com um par de agulhas nº16 e sem vampiros por perto, comecei a tricotar um echarpe gigante. Foi um tanto complicado manusear agulhas tão grandes, apesar das minhas manoplas, mas foi rapidinho e nada difícil. Na boa, dessa vez, mandei muito bem!!!
3. Nas tranças
Resolvi me aventurar nas tranças e realmente não vou poder reclamar pois o que não faltam são tranças nesse projeto de capa de laptop, que será um presente. E mais aventura que as transas (opsss lapso freudiano??) serão as costuras que vão rolar e isso não me deixa nada confortável. Já estou antecendo um negócio meio torto, mal acabado mas enfim...
O Laptop cover é uma receita do livro Knitting with balls.
4. O porvir
Deu para ver que estou numa de começar várias coisas e não concluir praticamente nenhuma. Comecei anteontem, uma brinquedinho (Pommel). Está indo rápido mas ficando bizarro. Acho que o negócio vai ficar mais para boneco de vudu que para ovelhinha. Também está nas agulhas uma capa para almofada, mais outro gorro..... Dispersão total.
Para compensar o desânimo que o Cobblestone se tornou e também impressionar a mulherada, me redimi com French Market Bag (há uma tradução dessa receita em português). Tomei uma surra no início. Era um tal de cair agulha e perder a conta... Mas apesar disso tudo, a bolsa era o "viagra tricosístico" que precisava. Fácil, bonita e rápida. Pela grossura do fio (paratapet) e das agulhas (n°9), a bolsa virou um saco de 100 litros. Mas mesmo assim, despido de qualquer modéstia, acho que o resultado ficou muito bom. Enquanto fazia a bolsa hesitava para quem eu a presentearia. Pensei em minha mãe, em tias, em amigas, em "etc". No fim, o bom moço venceu o vira-lata e assim a mãe se deu bem.
A feltragem do saco é que foi meio trabalhoso já que a máquina de minha casa não aquece água. Manusear um panelão, tipo de rancho, cheio de água quente foi quase um momento olímpico, de levantamento de halteres. A máquina, conspiradora, acabou jogando água fria sobre a quente. Mas no final, tudo acabou bem: o saco de 100l tranformou-se numa bolsa grandalhona e bem bonita. Fico devendo a foto da bolsa feltrada!!!
O primeiro pulover a gente não esquece. E isso está sendo comprovado. Há algum tempo, o Cobblestone, do Jared, tornou-se um objeto de cobiça e logicamente seria o primeiro pulover saído de minhas agulhas. Quando estive na Itália, procurei um fio bacana que pudesse se adequar ao modelo e ao clima carioca. Quase que por acaso, encontrei um fio com linho para realizar fazer o pulover. Por falta de tempo e também por um pouco de receio de empreender a tarefa, fui adiando o projeto. Em finais de junho, acho, resolvi pôr as mãos nas agulhas. E para minha decepção, a soma do fio de linho com o pulover deu ZERO. Mas não desanimei pois, além desse do linho, havia trazido um fio de lã. E comecei amarradão, pois já nas primeiras carreiras o resultado pareceu muito bom.
Acho que até fui rápido para tricotar o corpo e as duas mangas. Mas no momento de juntar as mangas e o corpo, deu uma espécie de mãos-bambas.... Uma mistura de cagaço com preguiça. Depois de ter deixado o Cobblestone largado em uma fronha por alguns dias (meio crime da mala rs rs), retomei o trabalho. O tesão inicial murchou ao me defrontar com os tais "short-rows" (nem imagino o nome disso em português). Resultado: buracos na trama! Confesso que broxei. Vou ter que desmachar a junção das partes e recomeçar mas enquanto isso, o "cadáver" está lá na fronha sem previsão de exumação.
Pois então, me impus uma "ralação" tricoteira nos últimos tempos. Tricoto todos os dias e nos fins de semana, várias horas seguidas. Quando me envolvi com as meias, por achar meio chato, não tinha muita paciência de tricotar todos os dias. Mas depois que me livrei delas, resolvi, em primeiro lugar, fazer o tal pullover Cobblestone. E em segundo lugar, fazer algo para a mulherada....
O entusiasmo pelos gorros e a falta dele na produção de meias originaram uma assincronia. A postagem anterior a essa não reflete a real atividade por aqui. Antes dos gorros, andei me batendo na produção de meias. Fiz dois pares. Um deles para mim e o outro para meu irmão, que adora meias coloridas. O primeiro até que não foi chato fazer, ao contrário, foi bem legal pois até me deu vontade de continuar. A broxada se deu de duas maneiras. A primeira foi na realização do segundo par, pois não sei por que cargas d'água resolvi colocar agulhas mais finas. Essa escolha fez com que o trabalho durasse mais tempo, o visual da meia ficasse meio esquisito e que as pontas dessas agulhas machucasse os meus dedos o tempo todo (hehe sou um homem de dedos frágeis hahah). E o segundo motivo da broxada foi o tipo de fio que usei. Acrílico. Pus no pé nem mais de dois minutos e fiquei com a certeza que se usa-las mais tempo que isso vou apanhar uma micose eterna. Mea culpa mea maxima culpa, reconheço mais essas meias nao vou pô-las nos pés e, creio que, tão cedo ou mesmo nunca mais faço meias.
Na minha experiência limitada acho que gorros são as coisas mais maneiras de se fazer. São fáceis (em agulhas circulares saem prontinhos), rápidos e não requerem muitos novelos. Assim, recomecei com a minha "indústria". Também por um motivo de justiça, resolvi a fazer uma peça que eu pudesse usar, pois até agora não fiquei com nada que fiz. Fiz ainda que tenha ficado meio grandão, gostei do resultado.
O modelo usado foi Marsan Watchcap, a recita está nesse site: http://www.redlipstick.net/knit/martext.html
E de quebra fiz um mini-marsan gorro com sobra de linha. A escolha dessa linha com o modelo foi bem infeliz.
